Nasca Décimo primeiro e décimo segundo dia Chalá a Nasca
Acordamos às 6;30. O café começa às 8h. Tomamos café com nossos amigos Americanos motociclistas de Washington. Chala nos deixou boa impressão. Boa comida, praia e Porto bonitos. Nos despedimos e fomos rumo a Nasca. Como falou o Fernando: - os ets nos "esperam". Eram somente 179 km de estrada. Muito trânsito de caminhão. Estrada costeira com paisagem lindas. O que nos chamou até trouxe perigo foi um pedaço da estrada perto do mar onde a areia tomou conta da metade da pista de asfalto. Os caminhões e carros passavam correndo levantando areia e ocasionando perigo constante. Chegamos em Nasca às 11:30 h, muito cedo, e o check in era somente às 14h. Hotel Arequipa. Muito bonito. Fomos almoçar e conhecer o centro de Nasca e preparar o passeio para o platô amanhã.
Segundo dia em Nasca. Acordamos cedo. Um bom chimarrão pra lembrar o nosso RS. Depois um café e também um bom café. Tinhamos combinado com o Afonso Luiz, nosso guia, que iria passar no hotel para fazermos o passeio ao platô de Nasca e de Palpa. Às 8h 30min partimos ao Geoglifos. A ruta é a mesma panamericana que leva a Lima. Fica localizado a 30 km de Nasca. A paisagem se mistura com o deserto e uma vegetação que mais parece um oasis. Vimos a maioria dos desenhos gigantes, gato, colibri,macaco, condor, família, astronauta, formas diversas geométricas. Interessante, mas por quê? Estariam fazendo arte? Uma colônia inca, pré inca. Fica a dúvida. Eric von Dani levou para o lado dos ets. A pesquisador Maria Victoria, a alemã descobridora, optou pelo costume Inca de se comunicar com Deuses. Não sei. Levo para o lado humano. Não tem porque ets darem importância a linhas, e desenhos no chão. Subimos em Torres de observação, estivemos ao lado das linhas. Mas valeu o conhecimento, a viagem. Agora voltar a cidade, almoçar e começar o retorno a ruta. Tem muita coisa linda pra ver no Místico Peru.
Até o Fernando ficou grandão...ou a moto encolheu???Mito versus realidade - como as linhas de Nazca foram realmente feitas para serem vistas ...
▪︎ "A louca da vassoura" - História real das Linhas de Nasca
- E você a conheceu, avô?
- Sim, eu também a conheci quando era criança. Mas ao contrário dos meus amigos, eu cumprimentava-a, e quando eles a insultavam, eu ficava calado, porque eu achava que ela era uma boa pessoa...
- Os teus amigos insultavam-na? O que lhe diziam?
- Gritavam-lhe “gringa louca” quando a viam passar, porque era assim que as pessoas se referiam a ela: “Aí passa a louca da vassoura”. Na verdade, não a tratamos nada bem, porque para todos ela era apenas uma louca que varria o deserto, já que a víamos desde cedo com sua vassoura e sua guincha varrendo e medindo as areias, fazendo desenhos incompreensíveis e cálculos matemáticos que ninguém entendia.
- Não vivia na cidade?
- Não, vivia longe, entre as dunas. Ninguém estava interessado no que ele fazia, e apesar de nunca nos ter dito nada, alguns rapazes tinham medo dele. Quando a insultávamos, ela só nos olhava silenciosamente como entendendo que éramos apenas uns pestinhas mimados...
- E o que mais aconteceu?
- Que em poucos anos, graças à "gringa louca", o mundo começou a conhecer as linhas de Nasca; nem nós sabíamos o que tínhamos a poucos metros. E então vieram outras pessoas do exterior para tirar fotos e fazer estudos. E de repente o mundo começou a se interessar pela nossa região, o governo se preocupou mais conosco, e veio a luz, a água e os turistas, e fez-se um comércio por causa do qual muitos de nós agora vivemos melhor do que antes... tudo graças ao que começou a "gringa louca".
- Ele já morreu, não morreu?
O avô abriu uma caixa e começou a pesquisar entre cartas, fotos antigas e amareladas recortes de jornais.
- Sim. Quando ela já estava mais velha e doente, teve que sair do deserto para morar no Hotel de Turistas de Nasca, onde esteve até que sua saúde piorou. Levaram-na para Lima, onde morreu em 1998. Guardei um corte quando o governo lhe concedeu a nacionalidade peruana. Leia bem o que ela disse sobre nós, - disse o avô entregando ao neto um recorte de jornal envelhecido pelo tempo e apontando um parágrafo para ela.
Carlos leu alto.
- "Eu quero, com meu trabalho, ser um instrumento para eliminar as injustiças e para que os peruanos - que são pessoas de qualidades culturais, morais e físicas especiais - recuperem sua própria estimativa. Eu digo-lhes: eu sou chola, porque às vezes me sinto mais unida com os cholitos, e especialmente agora que tenho a nacionalidade peruana".
- Que palavras bonitas! , - disse Carlos surpreso -, e se ela estivesse viva agora, você falaria com ele?
O avô não atendeu. Mas as duas lágrimas que escorregavam pelas bochechas em agradecimento à "louca" que varria o deserto, eram sem dúvida uma afirmação.
*Descrição da alemã Maria Victoria Reiche Neumann, descobridora e pesquisadora das míticas Linhas de Nasca*
#peruconocelo #nasca #nazcalines
Até o Fernando ficou grandão...ou a moto encolheu???Mito versus realidade - como as linhas de Nazca foram realmente feitas para serem vistas ...
As planícies áridas do deserto de Nazca, no Peru, guardam um dos enigmas arqueológicos mais enigmáticos do mundo: as Linhas de Nazca. Esses geoglifos colossais, criados pela cultura Nazca entre 500 a.C. e 500 d.C., consistem em centenas de figuras que vão desde padrões geométricos até imagens estilizadas de animais, plantas e formas míticas. Estendendo-se por quase 450 quilómetros quadrados, estas linhas têm intrigado historiadores, arqueólogos e entusiastas durante décadas.
As Linhas de Nazca não eram amplamente conhecidas até o século 20, quando aviões sobrevoando revelaram os vastos e intrincados desenhos gravados na paisagem. Esta descoberta impulsionou uma miríade de teorias sobre o seu propósito e criação, transformando-as num ponto focal tanto para a investigação científica como para a especulação popular.
Um dos aspectos mais marcantes das Linhas de Nazca é que elas podem ser vistas dos topos das colinas circundantes e ainda mais distintamente das montanhas dos Andes próximas. Esta visibilidade refuta as teorias mais fantásticas que afirmam que apenas deuses ou seres extraterrestres deveriam ser capazes de ver as linhas de cima. Em vez disso, sugere que o povo Nazca desenhou estes geoglifos com uma compreensão e uma apreciação da sua paisagem natural.
Os arqueólogos propuseram que as linhas serviam a um conjunto multifacetado de propósitos, misturando o prático com o espiritual. Alguns sugerem que as linhas funcionavam como marcadores astronômicos, alinhando-se com eventos celestes importantes, que eram críticos numa sociedade agrícola dependente dos ciclos sazonais. Outros acreditam que as linhas faziam parte de processos ritualísticos, talvez usadas como caminhos sagrados durante cerimónias religiosas dedicadas a divindades que controlavam a fertilidade e a água, elementos cruciais no duro ambiente do deserto.
O método de sua criação é igualmente impressionante.
Os geoglifos foram formados removendo as pedras avermelhadas que cobrem o terreno para revelar a terra mais clara abaixo. Essa técnica não exigia apenas esforço laborioso, mas também um conhecimento intrincado de desenho geométrico e organização espacial. A precisão das linhas, algumas com vários quilómetros de comprimento, mostra a sofisticada compreensão de Nazca em matemática e topografia.
A visibilidade dos geoglifos nas terras altas próximas também desmente teorias mais especulativas, como as que sugerem que os Nazca usaram balões de ar quente para inspecionar as suas construções. A arqueologia convencional considera essas teorias uma distração da verdadeira engenhosidade da cultura Nazca. As linhas provavelmente não se destinavam aos deuses no céu, mas a rituais observados pelos participantes que caminhavam pelos caminhos, interagindo diretamente com as figuras gravadas na terra.
Hoje, as Linhas de Nazca são Patrimônio Mundial da UNESCO, protegidas e estudadas como preciosas relíquias da criatividade e engenhosidade humana. O desafio constante é preservar estes projetos vulneráveis de ameaças como as alterações climáticas, a erosão e as atividades humanas. As linhas sobreviveram séculos e, com preservação cuidadosa, podem continuar a fascinar e inspirar as gerações futuras.

































































































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