Vigésimo sexto dia. Realeza a Montenegro

 


Chegamos. Depois de 26 días. 11.250 km. Mais de 120 horas pilotando a moto.  Uma média geral de 21km/L. As motos nos proporcionaram uma excelente viagem. Nem pneu furado. A companhia e pensamento em Deus sempre nos confortava. A saudade de casa depois de um certo tempo toma conta dos viajantes. Rodamos por cinco países. Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Brasil. Todos com suas culturas, povos diferentes e natureza  diferente. Deus em sua sabedoria criou os homens para serem irmãos independente de sua raça, cor e inteligência. Sentimos as várias formas de línguas, mas o nosso portunhol resolveu esta diferença. Os três lugares que tínhamos marcado nossos objetivos foram alcançados. A travessia do Passo São Francisco, o Platô de Nasca e o Canon de Uchco. Lugares onde a beleza natural valeu todo o esforço da viagem. Não temos muito a dizer pois só vivenciando esta experiência, vendo tudo o que vimos. Sentindo o frio, o calor, a chuva, os lagos azuis e rios límpidos, a cordilheira, as cachoeiras, o vôo do Condor, os guanacos, os lhamas, as plantações e sinceramente nenhuma foto ou vídeo mostra a realidade da beleza disso tudo. Ela fica na alma. Só nos resta agradecer a Deus por mais esta oportunidade. A família que ficou torcendo para que tudo saísse certo e a todos que nos acompanharam lendo e viajando conosco através do blog. 

Até a próxima.  

Claudio Fernando de Oliveira
Fernando Azevedo Orth 

Recordações

A vida é o acumulo de vivencias. Somatório de medos, verdades e amores. Ontem ao recordar fases da adolescência me veio à mente sonhos realizados. Um dos sonhos era ter uma moto, sonho este que meu pai realizou aos 15 anos. Lembro-me da loja em Montenegro que ficava na rua João pessoa esquina José Luiz. Lembro-me até do cheiro das motos novas, era muito diferente dos de hoje. Íamos até a loja cheirar as motos. Não entendo até hoje que cheiro era este.  A primeira viagem de moto, a saída da loja com ela, o primeiro tombo, os amigos motociclista, a namorada (que me acompanha até hoje). Tínhamos as revendas da Yamaha e a Honda em Montenegro. A primeira moto uma 50 cc Yamaha FS1 um sonho de moto. A revenda Yamaha chegou a Montenegro lá pelos anos de 1973 e a revenda Honda chegou primeiro. O Taday trouxe a Yamaha e com ela veio um mecânico que se tornou nosso amigo o “Schimia”. Um cara que tinha a liberdade estampada no rosto. Revolucionou conceitos. Chegou numa Yamaha fazendeira 100 cilindrada.  Montenegro se tornou um terreno fértil de novos motociclistas. Muitos amigos como Paulo Casani (que me contagiou com o gosto da moto) Mottin, Jairo, Miltinho, BeKao, Didi, Chicão, o Xarope, Gallas, o Clenio Vargas, Barreto, e muitos outros amigos que se eternizaram. São fases na vida que nos marcaram por terem trazido lembranças boas. Muitos amigos e irmãos que  já se foram. Muitas histórias marcantes que agora posso contar aos meus netos. Incentiva-los que tudo na vida que se faz é um aprendizado e que vale lutar por um sonho. Continuo motociclista, pois isto não se tira do sangue. A sensação de liberdade, a adrenalina, a vontade de sentir a brisa e o vento no rosto vivenciando novas paisagens, isto não tem preço.  Para muitos não tem explicação, mas para nós são momentos únicos de vida e enfim são recordações...
Obrigado Deus.



















































































































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